Elisabete Figueiredo

Aqui

Em Carne e Osso com Mamadou Ba

Aqui, onde sempre estive. Com o Mamadou e com tudo o que o Mamadou representa. Estivemos sempre do mesmo lado e continuaremos a estar do mesmo lado, sempre. Eu não quero mandar o Mamadou para a terra dele, porque a terra do Mamadou sempre foi a minha. Uma ‘cidade sem muros nem ameias’ com gente igual por dentro, gente igual por fora’. E é essa terra, essa cidade, que quero para o futuro.

A luta antirracismo em Portugal tem muitos nomes, e muitas caras e muita gente. O Mamadou é há muitas décadas uma das mais (senão a mais) empenhadas. A que diz o que é preciso dizer e a que, por isso mesmo, faz falta nesta terra, que é a dele como é a minha e a de quem a quiser partilhar. O Mamadou faz falta em toda a parte e em toda a parte onde esteja, eu estarei com ele.

Conhecemos bem demais a agenda de quem insulta o Mamadou e de quem o quer mandar para a ‘terra dele’. Têm razão, a terra do Mamadou não é a deles. Ainda bem que é a nossa.

Não Passarão!

Elisabete Figueiredo
socióloga, professora universitária