Ana Lúcia Mota

Estranho sentir necessidade de expressar a minha indignação, quando achava que vivíamos numa sociedade civilizada… 

Nem admito que Mamadou Ba tenha, seja por que motivo for, de sair do nosso país, do país que também é dele. Não, não tem! Nem ele nem qualquer outro cidadão. Não por não se calar, não por ser ativo, não por ser quem é. Tal como eu, como os meus filhos – que quero ver tornarem-se adultos alicerçados numa perspectiva de liberdade e amor ao próximo, a viver num estado de direito – dispõe do poder de opinar. 

Podemos não concordar, mas não podemos castrar. Sejamos justos e honestos. Não nos deu já a história da humanidade provas suficientes do que é ser desumano?!

Por ele, pelos meus filhos, pelos meus alunos e por todos os “Mamadou Ba” deste mundo, deixo a minha solidariedade e não através de um pedido de que fique, porque isso seria absurdo por demais. Para quem não tem de sair não há lugar a pedidos para ficar. 

Construamos mais e melhor futuro do que passado!

Ana Lúcia Mota
professora de português do ensino básico e secundário