Miguel Munhá


Vivemos tempos estranhos.

Tempos onde as vontades em tornar a sociedade mais justa, inclusiva, igualitária passaram a ser comparadas às vontades em estagnar, em regredir.

Quando a luta de Mamadou é comparada a lutas de extrema direita, estamos mal. Quando quase nenhum político do centro, centro direita e direita tem a coragem de dividir e clarificar a grande linha que separa extremistas de direita de ativistas pelos direitos humanos, estamos mal.

Mamadou Ba, e outros ativistas, são parte da força que faz a nossa sociedade tender, sempre, para a frente. A sua energia faz, para muitos, acreditar que um mundo melhor é possível.

Que Mamadou fique, sempre, e que se espalhe, até ao ponto em que, quem quiser voltar atrás, perceba que Mamadou nunca poderá cair: ele, e outros, já ressoam demasiado dentro de muitos de nós.

Obrigado Mamadou Ba.

Miguel Munhá
trabalhador audiovisual / realizador