Artur Ferreira

Dizia Luther King que “o que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas”. Não querendo entrar em moralismos de qualquer tipo, Mamadou Ba e o neonazi Mário Machado estão em polos opostos no que diz respeito à contribuição para uma sociedade mais justa, onde o racismo sistémico e estrutural não tenha lugar. 

É triste saber que, mais de 27 anos depois da morte de Alcindo Monteiro, morte na qual o verme de cabeça rapada participou, pouco ou nada mudou no que a esse cancro de nome “racismo estrutural” diz respeito.  

Felizmente, existem pessoas como Mamadou Ba que não têm medo de lutar contra esse mal, mesmo sabendo das possíveis implicações que daí poderão advir. Pela sua luta, pela sua coragem, aqui fica o meu sentido agradecimento. Mamadou Ba não está sozinho nesta batalha e eu acredito plenamente que quem sabe da justeza das suas convicções dificilmente se desgasta. 

Independentemente do desfecho de mais esta batalha, a guerra haverá de ser vencida!  

Artur Ferreira
desempregado