Cristiana Vale Pires

Reconheço o sangue do opressor que me corre nas veias e o privilégio que se me cola à pele. Não é possível não o saber, a não ser que seja intelectualmente desonesta e insista em mentir e fantasiar sobre a história presente e passada (e as histórias para além da “História”). Fui socializada pelo orgulho nacionalista e supremacista branco e afirmo-me uma racista em desconstrução. As várias tentativas de silenciamento e de reafirmação da legitimidade do projeto colonialista português envergonham-me e enchem-me de culpa. Mas isto não é sobre mim, é sobre ti. Por isso agora calo-me, oiço-te atentamente e aprendo contigo.

Obrigada Mamadou Ba! Fica, fica, fica!

Cristiana Vale Pires
investigadora