Sofia Branco

Para construir futuro é preciso falar e refletir sobre o passado e ter a capacidade de olhar o presente e reconhecer que ele não é perfeito. Tem, aliás, muito para discutir e transformar. E muita gente para incluir.

O país que é meu tem como primeiro valor a liberdade, tal como Abril a consagrou, e garante a liberdade de expressão para todxs. O país que é meu não pune ninguém por delito de opinião.

O país que é meu debate com seriedade, argumenta com rigor, discute com honestidade, dá voz à multiplicidade, palco à diversidade. Respeita a dignidade de todxs os seres humanos, não humilha e rejeita o tratamento discriminatório das pessoas em função da ascendência, cor, etnia, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social, idade, sexo, género ou orientação sexual.

O país que é meu não deporta ninguém. É dos que cá nascem, dos que aí escolheram morar, dos que aqui vieram parar, dos que por aqui passam, dos que fazem dele o que é: uma palete infinita de cores e perspetivas.

Por isso, fica. Fiquem. Mamadou e tantos outrxs.

Sofia Branco
jornalista