Lucinda Loureiro

Há feridas que continuam a sangrar quarenta e muitos anos depois de terem sido abertas. Não fecham!
Há gritos que reaparecem vindos do campo de batalha da África ancestral.
Não acabam!
Há cobras cascavéis que cospem insultos feitas gente.
Não perdoam!
Mas há que perdoar. Não esquecer mas perdoar.
Quando o Mamadou Ba diz que é preciso matar o homem branco , eu acredito que ele se refere tão só à velha ideia do Homem que escravizou os africanos.
É urgente falarmos sem paninhos quentes das feridas, dos traumas da guerra em África.
É URGENTE O AMOR. Ódio gera ódio . Fica Mamadou Ba.


Lucinda Loureiro
atriz